23 de jun de 2010


Entrevista
Banda Kimera's



O mundo dá voltas
Amor a música e uma amizade forte, é o lema da banda Kimera’s

por Patricia Vannucci

          Tudo começou no dia 12 de agosto de 2008 no bairro Leblon em uma Avenida chamada Nelson Freire onde está situado o Conservatório Estadual de música Renato Frateschi. A propulsora e porta voz da banda é a vocalista e baixista Gislene Santos (20), mas que gosta de ser chamada de Gisa, ela fazia aulas de baixo e conta que sempre teve facilidade em se comunicar e foi conversando que conheceu o baterista Joaquim Gouvêa (16) que prefere ser chamado de Jow e a guitarrista Fernanda de Assis (20), que por praticar karatê acabou ganhando coxas bem definidas e de quebra ganhou também dos amigos o apelido Coxxa. “Havia uma garota nenhum pouco sociável que fazia aulas de guitarra e que despertou minha atenção pelo estilo e pela postura imponente. Resolvi chama-la para montar uma banda e a resposta foi um sim envolvido em um sorriso”, diz Gisa.
           O nome da banda surgiu de uma maneira um tanto quanto inusitada. A invés de uma reunião com todos os integrantes dando o seu palpite, Cooxa conta que estava voltando do Conservatório quando avistou na avenida Leopoldino de Oliveira uma loja com o nome Kimera’s. “Achei legal o nome da loja e pensei porque não colocar esse nome na banda? Depois falei com os meninos e eles aprovaram”, relata Cooxa.
          Os ensaios da banda Kimera’s acontecem aos finais de semana, na rua Boa Esperança nos fundos da casa da senhora Santa Maria que além de ser a mãe do Jow é considerada para os meninos da banda uma Santa protetora. “Acho que tudo que passamos até hoje foi sempre abençoado pela minha mãe porque ela sempre esteve ao nosso lado e sei que nunca será diferente minha mãe é uma Santa mesmo”, afirma Jow.
          A banda segue o estilo Hardcore Melódico, mas ressaltam que não gostam de rótulos. Nos shows Covers procuram mesclar um pouco de tudo. “Tocamos músicas que agradam o público e que nos agrada. Gostamos de Ramones, Legião Urbana, mas nossa inspiração também vem dos estilos mais atuais como as bandas Hey Monday e Restart”, diz Cooxa.
Para emocionar os integrantes da banda é só tocar no assunto, amigos e fãs. “Já é muito bom fazer o que se gosta e poder contar com os amigos num percurso que às vezes parece tão distante, é mais que um presente é uma dádiva e poder saber que pelo caminho haverá pessoas para te estender a mão, para te dar um abraço, ou simplesmente para ser sua inspiração”, diz Gisa emocionada.
          Não é de hoje que o cenário do rock independente em Uberaba sofre com a precariedade. A banda destaca as dificuldades e a falta de oportunidade. “Sofremos com o descaso das casas de shows da cidade quando o assunto é Rock’ n’ Roll, quando conseguimos espaço para tocar temos que alugar todos os aparatos de som porque os nossos equipamentos que usamos para ensaiar infelizmente não são compatíveis com os lugares que acontecem os shows”, diz jow.
          Atualmente para manter os gastos da banda todos os integrantes trabalham para ajudar na manutenção dos instrumentos. Como a maioria das bandas independentes, Kimera’s anda pelo labirinto do rock independente, mas o descaso e a dificuldade nunca foram motivos para que a banda desistisse dos sonhos. “Hoje tenho que esperar, mas meu dia vai chegar o mundo dá voltas...”, trecho de uma música chamada, O mundo dá voltas da banda CPM22 que, segundo a guitarrista Cooxa, este trecho diz muito bem o que a banda Kimera’s passou quando recebia críticas nenhum pouco construtivas a respeito do trabalho e da luta constante da banda.
                                                                                                                 
                                                                                           















6 de jun de 2010

Que país é esse?

Foto: Patricia Vannucci
Aula de Fotojornalismo
Reprodução em foto da música "Que país é este?"

Brasil





Brasil: Dinheiro, cultura e tecnologia


Vivemos em uma sociedade que procura o status social, a estabilidade financeira e o preenchimento instantâneo. Na maioria das vezes a conquista pelo dinheiro ultrapassa o valor cultural e moral do individuo. A tecnologia é uma grande arma para a revolução e globalização, mas os males são maiores e cada vez menos visíveis. Hoje em dia há tanto avanço tecnológico que não sabemos mais conservar e sim comprar, talvez utilizar e sempre jogar fora. 
O Computador é um exemplo desses “avanços”, máquinas que nunca param de ser atualizadas e renovadas. Onde vamos parar? Isso não tem fim? E o mundo vai virar um imenso lixão de tecnologia?
         Saber “conservar” e utilizar ao máximo é o começo. A tentação, a necessidade, à vontade e a alta estima que um produto novo nos proporciona é percebível e as indústrias nunca vão parar de produzir e de conquistar os ingênuos consumidores com suas propagandas fabulosas.
Consumidores que de ingênuos não têm nada, pois o controle de si mesmo está passando longe das mentes dos cidadãos. A busca incessante pelo prazer momentâneo está crescendo absurdamente. A virtualidade da Internet, o mundo solitário e vazio da vida online. As relações sociais e as conversas com os amigos aos fins de semana estão em segundo plano e em estado offiline. A Internet também prende, mas é claro que também te informa.
Há tanta informação que a sociabilidade se torna impossível, pois além da internet formar seres solitários e vazios forma também bandidos bem informados. Tanta informação sem controle, sem privacidade, sem periodicidade, sem responsabilidade, sem valores, sem ética, tanta informação sem fiscalização e bom senso.